Pierre Cardin se envolve em polêmica
Pierre Cardin, estilista ítalo-francês, se envolveu em uma polêmica devido a extensa quantidade de investimentos imobiliárias na cidade de Lacoste, no sul da França.
O estilista possui cerca de 40 imóveis na cidade. É dono inclusive do castelo ao qual pertenceu ao aristocrata francês e escritor libertino, Marquês de Sade, onde ele promoveu o IX Festival de Música da cidade.
Pierre Cardin começou sua carreira em 1945, quando se mudou para Paris. Ele trabalhou com Elsa Schiaparelli até 1947 quando se tornou chefe da sala de trabalho dos alfaiates de Christian Dior. Em 1953, lançou sua própria marca de alta-costura, conhecida por possuir um estilo vanguardista. Em uma viagem ao Japão em 1959, ele também foi o primeiro estilista a enxergar o país como um mercado para a moda.
Mas atualmemte, o estilista está se transformando no senhor feudal de Lacoste. O jornal francês Le Monde publicou no ano passado críticas dos habitantes da cidade que chamam o estilista de o “senhooster” de Lacoste. Enquanto isso, a publicação International Herald Tribune fez uma descrição de Pierre Cardin como “o odioso nobre” e o representante do “capitalismo de massa”.
Os moradores não se sentem mais em casa com tantos imóveis vendidos ao estilista milionário e reclamam que “Lacoste não é mais Lacoste”. Muitos também contaram que “as casas se tornaram muito caras e os jovens não conseguem ficar”.
Seus investimentos são em geral estabelecimentos como a panificadora Maxim, a boutique La Boulangerie du Marquis, uma galeria de arte e o antigo Caffé de Sade, que se transformou em um hotel de duas estrelas.
Em contrapartida, o estilista se defende das acusações: “Não entendo esta rejeição. As pessoas nunca fizeram nada por este vilarejo, nem mesmo a iluminação noturna. Lacoste não mudou desde os anos 1930. Faço tudo isso por Lacoste, não por mim. Não posso nem mesmo viver em todas as minhas casas.”, desabafou.
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Publicado por Erica Perazza














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